A Paraíba
 
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A Paraíba(que significa "Rio que é braço de mar" - Pará-ibá) foi fundada em 1585 entre o Rio Sanhauá e o Mar. Antes de seu descobrimento era ocupada pelos índios Potiguaras, passando posteriormente a ser de domínio holandês e português.


Brasão da Capitania da Paraíba

CRIAÇÃO E CONQUISTA DA CAPITANIA REAL DA PARAÍBA      Foi a partir do século XIV que se iniciou o processo de conquista do território brasileiro pelos europeus. Essa conquista está ligada ao sistema colonial, que surgiu no Brasil pela burguesia mercantil portuguesa. Estes buscavam riquezas minerais (ouro e pedras preciosas) e outros produtos que eram muito procurados em toda Europa.
     Em 1530 os portugueses começaram a investir no povoamento do litoral, já que era porta de entrada para outros povos europeus. Então, em 1534, o Brasil foi dividido em Capitanias Hereditárias, entregues a particulares para que iniciassem o povoamento e a colonização com seus próprios recursos.
     No ano de 1574, surgiu a Capitania Real da Parayba. A criação desta nova capitania (subordinada à Portugal) encontrava-se ligada à constante presença dos franceses, que em aliança com os indígenas dificultaram o processo de colonização portuguesa.
     A criação da nova Capitania aconteceu com o objetivo de proteger a Capitania de Pernambuco, que era o maior produtor de açúcar na colônia, e de deter os indígenas em seu próprio território, assegurando aos portugueses a posse e a exploração da terra.
     Foram várias as tentativas de conquista da capitania paraibana, mas os Potiguaras eram os maiores obstáculos à conquista.
     A conquista da Capitania da Paraíba foi realizada pela expedição chefiada por João Tavares e Frutuoso Barbosa. João Tavares aproveitou a rivalidade entre as duas tribos, e fez uma aliança com os Tabajaras com o intuito de reter a resistência Potiguara. Essa aliança enfraqueceu os Potiguaras, grandes lutadores contra a invasão portuguesa em favor do território paraibano. A resistência durou até o ano de 1599, quando os Potiguaras foram derrotados pela guerra e por uma bactéria que matou milhares de índios.



Vista aérea da Fortaleza de Santa Catarina em Cabedelo

A REPÚBLICA NA PARAÍBA      A República surgiu articulada com a abolição da escravatura e a descentralização do Poder político das elites, ou seja, é o resultado de transformações de toda uma sociedade.
     Juridicamente estabelecida na Constituição de 1891, a República era baseada nos princípios federativos, ou seja, permitia maior autonomia para os Estados-locais e voto aberto.
     Durante esse período o poder era exercido pelos coronéis e as oligarquias que controlavam a Paraíba. Nesta fase o Estado passou por três oligarquias: o venancismo (Venâncio Neiva), o alvarismo (Álvaro Machado) e o epitacismo (Epitácio Pessoa).
     A economia paraibana durante a República estava voltada para a produção da cana-de-açúcar e do algodão. É neste período que surgem as primeiras usinas do século.
     Em 1881 ocorreu na Paraíba a implantação do transporte ferroviário, expandindo-se para o Brejo, e em 1907 chega a Campina Grande.
     A República também é marcada por movimentos populares. Na Paraíba, destaca-se o Cangaço, que teve Antônio Silvino, Chico Pereira e Lampião como líderes dos bandos que atuavam nas cidades de Piancó, Sousa, Cajazeiras e Guarabira articulados com as oligarquias regionais.
     Em suma, a República caracterizou-se pelo crescimento das reivindicações e organização dos trabalhadores, reprimidas no Governo de Epitácio Pessoa, e do crescimento da população urbana.



Rio Sanhauá - Onde a cidade nasceu

REVOLUÇÃO DE 30 E A PARAÍBA      O Movimento de 30 surgiu da necessidade de reformular o modelo de Estado que foi implantado no regime republicano. O pós-guerra traz o processo de industrialização, acabando com a estrutura fundiária.
     Na Paraíba, o presidente João Pessoa priorizou na sua política a desarticulação das oligarquias, isto, com o objetivo de mudar a situação de pobreza em que vivia a maioria da população.
     João Pessoa acabou com a dependência de Pernambuco e participou da Aliança Liberal, que perdeu para Washington Luíz. Nesta época o clima político do país estava bastante alterado, e no dia 26 de julho de 1930, em Recife, João Pessoa é assassinado. E em homenagem ao presidente, a capital da Paraíba passou a chamar-se João Pessoa.
Informações Gerais

POPULAÇÃO

     O Estado da Paraíba possui uma população de 3.201.144 habitantes, dos quais 2.052.066 compõem a população urbana.
     A Paraíba tem 223 municípios, entre eles, 52 foram emancipados em 1996.

ASPECTOS FÍSICOS

MESORREGIÕES E SUA CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS
  1. MATA PARAIBANA -predomínio de monocultura canaviera, produção de abacaxi, pesca, côco, inhame e da maior concentração industrial e de serviços do Estado, em João Pessoa.
  2. AGRESTE - policultura alimentícia e pecuária extensiva de corte. No Brejo destaca-se a produção de cana-de-acúcar e policultura alimentícia.
  3. BORBOREMA - área mais seca do Estado, onde predomina a caprinocultura e mineração, além do cultivo do algodão.
  4. SERTÃO - predomina a pecuária bovina de corte, bem como a cotonicultura e agricultura que é irrigada pelos açudes.
CLIMA

     Situado próximo à linha do Equador, o Estado da Paraíba tem clima quente, com médias de temperatura que variam de: no litoral 28ºC, no Planalto da Borborema 22ºC e no interior do Estado chega a 28ºC. São duas estações climáticas, as chuvas ocorrem no período outono e inverno, e durante todo o resto do ano o clima é de muito sol e praia.

VEGETAÇÃO

     A Paraíba apresenta uma vegetação bastante diversificada devido suas condições ambientais. Seguindo do Leste para o Oeste, ou seja, do Litoral para o Sertão temos: Vegetação Litorânea, Campos e Matas de Restinga, Manguezais, Mata Úmida, Cerrado, Agreste, Caatinga e Matas Serranas.

RELEVO

     O Estado apresenta cinco faixas de relevo: a Baixada Litorânea, os Baixos Platôs Costeiros, a Depressão Sub-litorânea, o Planalto da Borborema e as Depressões Sertanejas.
Cultura

     A Paraíba além de apresentar um grande potencial turístico, também possui um grande acervo da Cultura Popular. Tudo isso vem da criatividade do povo e das manifestações folclóricas cultivadas de geração em geração.



Uma típica quadrilha em apresentação      Na área do artesanato são produzidas peças em barro, cerâmica, estopa, rendas e labirinto. Os grupos folclóricos preservam os cantos e danças, como o reisado, a ciranda, o forró, o xaxado, do coco-de-roda, dentre outras.
     É uma tradição rica e bastante diversificada, encantando a todos os visitantes.
Culinária Um outro atrativo do Estado são as comidas típicas, servidas em todos os restaurantes e bares. São frutos do mar (caranguejo, camarão, lagosta, ostra, peixes), produtos sertanejos como o queijo de qualho, canjica, feijão verde, macaxeira, rubacão e a carne-de-sol.



Diversidade de Frutas Tropicais      As frutas tropicais são um outro aspecto que atrai o turista, já que são produzidas durante quase todo o ano. Com uma variedade enorme, as frutas mais procuradas são a graviola, o cajú, o coco verde, a manga, o cajá, a acerola e mangaba. Dessas frutas também produzem sucos e sorvetes.
Turismo

JOÃO PESSOA
     Conhecida por Cidade das Acácias, João Pessoa foi considerada a segunda cidade mais verde do mundo durante a ECO92, ficando atrás apenas da capital francesa, Paris. Mas não é só isso, João Pessoa possui belíssimas praias, monumentos históricos em excelente estado de conservação, uma grande área verde urbana em árvores por habitante. E são estas características que fazem com que o turismo cresça a cada ano.
     A capital do Estado da Paraíba ainda ocupa uma localização privilegiada, está situada no extremo oriental do continente americano. Sua população atual é de aproximadamente 600 mil pessoas que se orgulham de viver na terceira cidade mais antiga do Brasil, com 420 anos, e de respirar um dos ares mais puros do planeta, causando inveja a qualquer um que viva nos grandes centros.
     Com clima tropical e temperatura média de 26ºC, aliada a brisa vinda do mar, é um outro atrativo para o turismo.
     O turismo vem dando novo impulso à economia da cidade, fazendo crescer os setores de comércio e serviços.
     Os turistas que visitam João Pessoa podem conhecer além dos 135 quilômetros de litoral, destes 35 pertencentes a capital, as cidades interioranas de Sousa e Ingá, onde estão situados os sítios arqueológicos do Estado, visitado por pesquisadores do mundo todo. Em Ingá, as inscrições rupestres são ainda um desafio aos cientistas e atrativas a curiosidade da população.
     Quem chega dos grandes centros urbanos, como é o caso da maioria dos turistas que visitam a capital paraibana, ficam encantados com a grande área de vegetação. É o caso do Jardim Botânico parque Arruda Câmara, mais conhecido por Bica, que ainda abriga árvores características da original Mata Atlântica.
     O cartão-postal da cidade de João Pessoa, o Parque Solon de Lucena (Lagoa) também possui raras espécies de árvores e os jardins têm traçados originais de Burle Marx. Como pode-se notar, o verde está espalhado por toda a cidade, proporcionando não só a beleza mas uma vida mais saudável aos seus habitantes e visitantes.

EVENTOS
     No início do ano, em janeiro, o turista que visita a cidade além de desfrutar das praias, bares e restaurantes, do artesanato, dos shows.
     Em fevereiro acontece a Folia de Rua, antecedendo o carnaval e que reúne blocos carnavalescos durante dez dias, misturando frevo, maracatu, coco e outros ritmos tipicamente nordestinos. Os blocos desfilam pela orla, bairros e o centro da capital, como é o caso dos blocos Muriçocas do Miramar, Virgens de Tambaú entre outros, fazendo a animação do folião.

MEMÓRIA RESTAURADA      O Centro Histórico é o principal acervo arquitetônico da Paraíba, relatando as diversas fases da história local. É um passeio ideal para quem gosta de arte e de conhecer locais que dizem muito sobre a história local, não podendo deixar de visitar os monumentos históricos como o Conjunto São Franciscano, o Convento de Santo Antônio, a Igreja de São Francisco, o Cruzeiro monolítico, a Fonte de Santo Antônio, a Igreja e o Mosteiro de São Bento e a matriz Nossa Senhora das Neves, entre outros.
CAMPINA GRANDE

     Campina Grande é a segunda cidade mais importante da Paraíba, e está situada a 122 km de João Pessoa. Com uma população de 400 mil habitantes, Campina Grande é conhecida internacionalmente por fazer o " Maior São João do Mundo", são 30 dias de muita festa. Também produz o maior carnaval fora de época do país, a Micarande.
     E o potencial da cidade não pára por aí, é sede de um dos mais avançados centros de tecnologia do Brasil, especialmente quando se fala de software. Realiza anualmente o Encontro da Nova Consciência, retiro espiritual que atrai pessoas de todo o país, e conta com o Centro de Convenções Raymundo Asfora, um dos mais modernos.

O LITORAL

     Os 37 quilômetros de praias de João Pessoa tem início no Cabo Branco, ponto extremo da América, onde se encontra o mirante e o farol em forma de carnaúba, planta nativa e antiga riqueza da região. Uma vista que permanece na lembrança de todo o visitante, onde se pode ver todo o litoral paraibano, a transparência das águas e sentir a brisa do mar batendo levemente em seu corpo.



O Farol do Cabo Branco      À direita vê-se a Praia do Seixas, quase uma ilha nativa. Mais adiante estão as praias da Penha, Jacarapé, Praia do Sol e a última praia do município, Barra de Gramame, uma da mais desertas e onde desemboca o Rio Gramame, formando pequenas ilhas.
     Já a esquerda da Praia do Cabo Branco está a parte mais movimentada da Orla, com hotéis de luxo, restaurantes que servem frutos do mar, suco de frutas tropicais e comidas regionais, bares, boates e mercado de artesanato, a arte da população local.
     Logo após está a Praia de Tambaú, onde está situado o único hotel beira mar e um dos mais luxuosos e o Mercado de Artesanato com 128 lojas, onde pode-se encontrar os mais variados "recuerdos" típicos. Parada obrigatória dos turistas.
     Picãozinho é um dos paraísos da cidade, onde encontramos uma formação de recifes com piscinas naturais que chegam a uma temperatura de 28ºC. Na lua cheia, os hotéis organizam serenatas sobre a água morna, uma integração perfeita do homem com a natureza.



Toda a beleza de Picãozinho      Ainda dentro da área mais agitada da cidade estão as praias de Manaíra e Bessa. LITORAL NORTE
     No município de Cabedelo, ao norte de João Pessoa, encontramos o Mar do Macaco, a praia de Intermares onde está o parque aquático Intermares Water Park, bem como a praia do Poço. A praia do Jacaré é o local onde se pode ver o mais belo pôr-do-sol.



Imagens da praia do Jacaré      Ainda no município de Cabedelo, está a praia mais visitada do litoral, Camboinha, que na época de veraneio fica lotada. É nela que encontramos Areia Vermelha, um banco arenoso protegido por recifes.
     Atravessando a foz do Rio Paraíba, está o município de Lucena, onde se realiza o carnaval de praia mais animado do Estado. Em Lucena também pode-se ver a Igreja da Guia, em fase final de restauração, uma peça única do Barroco no Brasil.
     Em Rio Tinto, na praia de Barra de Mamanguape, está localizado um dos postos do Projeto Peixe Boi Marinho, que vivem livremente, mas monitorados, na foz do Rio Mamanguape.
     Baía da Traição, detém a única reversa indígena do Estado, onde vivem os índios Potiguaras. É um local de belíssimas praias, muitas propícias ao surf.
     A última praia do litoral norte, já na divisa com o Estado do Rio Grande do Norte, Barra de Camaratuba, pode ser considerada a praia mais bonita do litoral paraibano. LITORAL SUL

     Todo o litoral sul do Estado é composto de praias com formações rochosas, como a Praia do Amor, Jacumã, Coqueirinho e Tabatinga, essas duas últimas pontos de prática de camping.
     Em seguida vem a praia mais conhecida da Paraíba, Tambaba, a primeira praia de naturismo do Nordeste e segunda do país, que tem na suas piscinas naturais uns de seus atrativos.

O INTERIOR DO ESTADO      O Vale dos Dinossauros, situado no sertão paraibano, no município de Sousa, abriga pegadas que estão no leito do Rio do Peixe há mais de 130 milhões de anos e que chegam a medir meio metro cada uma, formando uma fileira de 60 pegadas. Este fato faz com que o Nordeste brasileiro seja reconhecido pela paleontologia do continente americano, contribuindo como um grande centro de estudos.
     Ingá, nas proximidades de Campina Grande, é mundialmente conhecida pela Pedra do Ingá, dona de inscrições rupestres que desafiam a técnica dos cientistas e estimulam a imaginação popular. Uns atribuem as incrisções à passagem dos fenícios pela América, enquantos outros acham que são mensagens escritas por visitantes extra-terrestres.
     Um outro atrativo oferecido aos turistas é a estância termal Brejo das Freiras, localizada no município de São João do Rio do Peixe, a 480 Km da capital, onde as piscinas de água mineral chegam à temperatura de 36,5ºC. As águas das cinco fontes termais da estância estão entre as melhores do Brasil e sua lama medicinal é indicada no tratamento de beleza e doenças da pele.