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| Presidente da Famup aponta dificuldades na gestão municipal e convida para Assembleia estadual |
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| CNM |
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Em visita à Confederação Nacional de Municípios (CNM), nesta terça-feira, 26 de janeiro, o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano, relatou as dificuldades que os prefeitos do Estado vêm passando neste inicio de ano. A Famup, a fim de orientar os gestores, promoverá no dia 9 de fevereiro uma assembléia estadual para discutir os principais temas municipalistas e contará com a participação da CNM.
De acordo com Buba, a assembleia é uma solicitação dos perfeitos paraibanos, que reclamam da queda nas receitas logo em janeiro de 2010, do aumento do salário mínimo e da obrigatoriedade do piso dos professores. “Para essa assembleia, nós elegemos a ordem financeira, a Educação e a Saúde, como prevenção para este ano”, explica.
No caso do piso salarial dos profissionais da Educação, o presidente da Famup ressalta que os prefeitos estão sofrendo pressão dos sindicatos. “Por isso, na reunião, queremos esclarecer o que é realmente obrigatoriedade”.
Finanças e Saúde
Nas questões financeiras, Buba Germano explica que os gestores não entenderam o porquê do atraso no pagamento do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM). “Desde a primeira MP [Medida Provisória] já estava previsto a reposição. Não havia necessidade de uma nova medida.”, questiona. Buba defende que uma nova MP só vai atrasar ainda mais o AFM. “Eles usam nossa força política para aprovar outros interesses do governo”, acusa.
Em Picuí (PB), Município administrado por Buba, por causa da falta de recursos, houve redução de carga horária e os reajustes salariais devem ficar apenas para março. Segundo o presidente, para manter o nível de gestão do ano passado, é preciso cortar investimentos e aplicar mais recursos em Saúde e Educação do que o exigido na Constituição. “Quando eu uso 7% a mais em Saúde, tiro isso de investimentos, e a população sente e cobra isso”, pondera.
Reivindicações
Além de Finanças, Educação e Saúde, a assembleia deve antecipar a pauta de reivindicações municipalista para a próxima Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para maio deste ano. Para os gestores paraibanos, é necessário discutir “a falta de compromisso do governo, o Pacto Federativo, a Reforma Tributária, e mais uma vez as dívidas com a Previdência Social” Buba sugeriu também que neste ano, a Marcha discuta temas regionais, com interesses voltados exclusivamente para cada região do País.
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